





Que o mercado está cheio de charuto falso todos sabemos. Que a forma mais segura de se obter um Habano autêntico é indo a Cuba e comprar diretamente em uma Casa del Habano também sabemos. Mas e quando não se está em Havana, o que fazer?
Aprender a identificar produtos falsos exige boa capacidade de observação e alguma experiência. Isso porque, na maioria das vezes, os fakes estão camuflados entre outros autênticos, dificultando a sua percepção.
É muito comum você entrar em uma tabacaria, ver ali algumas caixas com o selo da Emporium (importador oficial da Habanos no Brasil), alguns dominicanos de boa procedência e, no meio deles, bingo! Eis um charuto falso.
Tem coisa que chega até a ser engraçada. Certa vez encontrei o que passei a chamar de falsificação “mediúnica”. Tratava-se de uma caixa(lacrada) de cubano datada de 2008 com um selo que só seria adotado pela Habanos S.A. dois anos mais tarde. Isso quando não inventam um charuto que jamais existiu (cuidado com as edições especiais, pessoal).São até inventivos, quando não conseguem copiar um charuto original, inventam um outro qualquer, sem parâmetro de comparação. É mais ou menos como aquele relógio da 25 de Março que vem escrito “Montblac”. Aí você pergunta “Erraram o MontBlanc?” E o vendedor responde “Não, esse é MontBlac, original”.
O fato é o seguinte: o falsificador busca ampla margem de lucro e, para isso, acaba pecando nos detalhes. É aí que devemos ter atenção.
Se tivermos acesso à caixa fechada, fica mais fácil. Estando familiarizados com as embalagens tradicionais cubanas, não é difícil encontrar o erro, na maioria das vezes grosseiro. São selos colados no lugar errado, ausência de informações no fundo da caixa, discrepâncias mo grafismo das embalagens, etc (ver exemplos abaixo).
Como, na maioria das tabacarias do Brasil, os charutos são vendidos avulsos, fica um pouco mais complicado, porque sempre podem usar uma caixa original abastecida com charuto falso.
Devemos observar o desenho e alinhamento das anilhas, saber se elas têm impressão em relevo ou não, observar o acabamento da cabeça do charuto, a uniformidade das capas, o aroma típico de tabaco cubano.
Alguns mitos:
"Esse charuto é autêntico porque veio de Cuba!”
Só uma pessoa muito desinformada para acreditar nisso. Quem tenha ido a Cuba sabe que basta caminhar pelas ruas de Havana para ser abordado por pessoas oferecendo “puros, puros, tengo todos, Montecristos, Cohibas”. O fato de ser Cubano não significa nada. Nesse caso tem vários níveis de falsificação, que vão desde um charuto “artesanal”, produzido em pequena escala, com fumo cubano mas não de vuelta abajo, e embalado como um produto nobre, até coisas muito grosseiras que podem ter no miolo até folhas de bananeira que, secas, se assemelham ao tabaco. A primeira baforada revelará esse tipo de coisa.
“Pelo sabor, esse aqui é original!”
Se for um charuto que você conheça muito bem, ótimo. Se está experimentando pela primeira vez, isso pode não ser verdade. Como sabemos, certas falsificações mais “elaboradas” utilizam charutos caribenhos, desses vendidos sem anilha, “batizados” como cubanos. São até bons charutos em alguns casos, mas não o que prometem ser.
“Sempre comprei aqui, conheço a tabacaria!”
Lembrem-se da figura do atravessador. Ele é, na maioria das vezes, o maior desonesto da jogada. Se o responsável pelas compras da tabacaria não for um bom conhecedor de charutos e atento, pode acabar com mercadoria duvidosa no estoque.
Alguns cuidados importantes:
Lembrem-se de que o falsificador busca lucro. Um erro frequente deles é venderem tudo em caixas com 25, mesmo aquelas que foram distribuídas em embalagens de 10 ou 15.
Se encontrar pela frente um Trinidad salomón em linda jarra de porcelana laqueada, fuja!! É falso, nunca existiu.





Imagens da revista Cigar Aficionado (www.cigaraficionado.com). Optei por não utilizar imagens de meu arquivo pessoal para não correr o risco de gerar qualquer constrangimento com algum estabelecimento. Cada um que faça seu próprio juízo.

disso em Havana. Prometiam para o final de agosto...
Pense em um lugar elegante, amplo e confortável onde se possa relaxar e curtir um bom charuto. Acrescente a isso uma equipe extremamente atenciosa e simpática. E ainda algo importantíssimo: um grande acervo de charutos de qualidade. Essa é a loja da Davidoff, em Moema.
O charme começa pela sua localização. Moema é, para mim, um dos bairros mais agradáveis de São Paulo, e a rua Normandia abriga uma pequena vila com inúmeras lojas de muito bom gosto. É a ala VIP do bairro.
O interior da loja consegue ser elegante sem perder a descontração. Nada que lembre esses "enlatados" que existem nos shoppings, sem personalidade alguma. Aliás, tabacaria de shopping é sempre igual, só muda o nome. Na Davidoff você está em um ambiente único, com personalidade marcante.
A equipe Davidoff só faz enaltecer as qualidades do local. Conhecem charutos sem querer ostentar esse conhecimento, e são extremamente simpáticos sem jamais causarem qualquer inconveniência. Isso é um ponto muito importante. Muitos estabelecimentos comerciais, principalmente no setor de serviços, pecam nesse quesito em duas situações: ao optarem pelo tratamento extremamente formal, que nos faz sentir como em uma audiência pública, ou ao tentarem ser tão informais que acabam excedendo o limite da intimidade e beirando à intromissão.
Na Davidoff posso assegurar que o cliente se sente muito à vontade, bem recebido, e recebe um tratamento descontraído com muita naturalidade e elegância.
Para mim é a tabacaria cujo ambiente mais se aproxima do "clima" de uma Casa del Habano autêntica, isto é, daquelas em Havana.
Evidentemente, a relação do cliente com o estabelecimento se constrói com o tempo. Toda tabacaria tem seus clientes "especiais". Até aí nenhum problema. Mas e se você não for um habitué do lugar, precisa ser tratado de forma displicente, com má vontade? Ou vai ter que freqüentar por 6 meses até receber um atendimento decente? Claro que não. Mas isso acontece em muito lugar por aí...
O bom atendimento é fazer com que qualquer cliente se sinta especial (mesmo não sendo) e confortável. Mais um ponto nota 10 para a Davidoff.
O estoque de charutos é bem grande. Evidentemente, o carro-chefe são os charutos dominicanos da bandeira Davidoff, que inclui ainda Zino, Avo, Griffins, etc, mas vendem também cubanos e nacionais em muita variedade. O umidor walk-in é amplo e impecável na conservação dos charutos.
A Davidoff é um modelo a ser seguido por quem pretende montar uma tabacaria ou para os atuais proprietários de tabacaria que não sabem por que razão seus clientes estão desaparecendo. Façam uma visita como cliente e aprendam como se faz!
E a nós, clientes, cabe apreciar essa maravilhosa tabacaria!
Um brinde à Davidoff!!