domingo, 13 de novembro de 2011

Enfim, as esperadas edições limitadas de 2011!

A Habanos S.A. nunca fez muita questão de seguir um cronograma para a colocação no mercado das edições limitadas e regionais apresentadas a cada ano no Festival del Habano em fevereiro. Sempre demoram, mas esse ano foi muito além da minha previsão mais pessimista. Eu mesmo, quando estive em Havana no primeiro semestre, já fui sem muita expectativa mas, ainda assim, com aquele fiozinho de esperança que move todo brasileiro. E voltei sem nada; prometiam para o início do segundo semestre. Amigos soteropolitanos que foram passar as férias de inverno na ilha também nada encontraram; a promessa então era para setembro. E, em setembro, prometiam para novembro, que finalmente chegou.
Um charuto de EL 2011 interessante é o Hoyo Short Pirámide, cujo tamanho se aproxima do de um Montecristo Open Regata.
É um charuto de bonita aparência, uma capa escura com oleosidade pronunciada bem acabada. Os dois que degustei até agora apresentaram o fluxo ligeiramente preso, mas ainda confortável. Particularmente, prefiro assim do que aberto demais.
O blend me lembra o do Hoyo Epicure Especial, com muitas notas de tostados e um pouco de amêndoa aparecendo pela metade da degustação. Nada muito complexo ou excepcional, mas um ótimo charuto, caprichado como em geral são as edições limitadas
cubanas. Claro, as autênticas (porque já tinha gente vendendo Montecristo Gran Reserva em caixas de 25 em junho por aqui, quando eles não existiam nem em Cuba. Mas isso já é outra história....)
De qualquer modo, vale a degustação.
Muitos me escrevem pedindo sugestões de harmonização. Digo sempre que sou
um apreciador interessado, mas sem os conhecimentos e a capacidade criativa de um HabanoSommelier nesse quesito. Então minhas harmonizações são bem conservadoras, como rum
cubano Añejo (funciona bem com virtualmente qualquer charuto cubano), Single Malt Whisky, conhaque e vinho do Porto. No caso desse Hoyo, fiquei numa escolha segura: Havana Club Añejo Reserva, que me agradou muito.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sabores da nossa terra

A cachaça, típica bebida nacional, vem ganhando muito destaque nos últimos anos. As destilarias estão apostando em produtos premium, envelhecidos em barris de madeiras nobres, que conferem um sabor diferenciado à tradicional bebida. Particularmente, aprecio muito as cachaças da família Weber, com 63 anos de história, provenientes do pequeno município de Ivoti, no Rio Grande do Sul, de produção muito caprichada e que vêm ganhando cada vez mais espaço pelo país.
Para os que apreciam as bebidas destiladas, a cachaça pode ser uma boa parceria ao charuto nacional e complementa muito bem o sabor mais rústico do tabaco mata-fina.
Uma parceria muito bem sucedida é a Weber-Haus Premium com o brasileiro Mocambo, charuto 100% mata-fina produzido na Bahia. Dos charutos nacionais muito bem construídos, aromático e saboroso, é uma ótima escolha para acompanhar a cachaça tanto como aperitivo como após uma refeição. Experimentem!

domingo, 25 de setembro de 2011

Essa eu queria ter escrito!

Está circulando pela web uma capa de revista "Cigar Decepcionado". Achei fantástica, de muita criatividade e bom-humor, e com manchetes bem verdadeiras. Não sei quem é o autor, mas o parabenizo por aqui, aproveitando para dividir com todos os amigos!






Sobre charutos falsos...

Que o mercado está cheio de charuto falso todos sabemos. Que a forma mais segura de se obter um Habano autêntico é indo a Cuba e comprar diretamente em uma Casa del Habano também sabemos. Mas e quando não se está em Havana, o que fazer?

Aprender a identificar produtos falsos exige boa capacidade de observação e alguma experiência. Isso porque, na maioria das vezes, os fakes estão camuflados entre outros autênticos, dificultando a sua percepção.

É muito comum você entrar em uma tabacaria, ver ali algumas caixas com o selo da Emporium (importador oficial da Habanos no Brasil), alguns dominicanos de boa procedência e, no meio deles, bingo! Eis um charuto falso.

Tem coisa que chega até a ser engraçada. Certa vez encontrei o que passei a chamar de falsificação “mediúnica”. Tratava-se de uma caixa(lacrada) de cubano datada de 2008 com um selo que só seria adotado pela Habanos S.A. dois anos mais tarde. Isso quando não inventam um charuto que jamais existiu (cuidado com as edições especiais, pessoal).São até inventivos, quando não conseguem copiar um charuto original, inventam um outro qualquer, sem parâmetro de comparação. É mais ou menos como aquele relógio da 25 de Março que vem escrito “Montblac”. Aí você pergunta “Erraram o MontBlanc?” E o vendedor responde “Não, esse é MontBlac, original”.

O fato é o seguinte: o falsificador busca ampla margem de lucro e, para isso, acaba pecando nos detalhes. É aí que devemos ter atenção.

Se tivermos acesso à caixa fechada, fica mais fácil. Estando familiarizados com as embalagens tradicionais cubanas, não é difícil encontrar o erro, na maioria das vezes grosseiro. São selos colados no lugar errado, ausência de informações no fundo da caixa, discrepâncias mo grafismo das embalagens, etc (ver exemplos abaixo).

Como, na maioria das tabacarias do Brasil, os charutos são vendidos avulsos, fica um pouco mais complicado, porque sempre podem usar uma caixa original abastecida com charuto falso.

Devemos observar o desenho e alinhamento das anilhas, saber se elas têm impressão em relevo ou não, observar o acabamento da cabeça do charuto, a uniformidade das capas, o aroma típico de tabaco cubano.



Alguns mitos:



"Esse charuto é autêntico porque veio de Cuba!

Só uma pessoa muito desinformada para acreditar nisso. Quem tenha ido a Cuba sabe que basta caminhar pelas ruas de Havana para ser abordado por pessoas oferecendo “puros, puros, tengo todos, Montecristos, Cohibas”. O fato de ser Cubano não significa nada. Nesse caso tem vários níveis de falsificação, que vão desde um charuto “artesanal”, produzido em pequena escala, com fumo cubano mas não de vuelta abajo, e embalado como um produto nobre, até coisas muito grosseiras que podem ter no miolo até folhas de bananeira que, secas, se assemelham ao tabaco. A primeira baforada revelará esse tipo de coisa.


“Pelo sabor, esse aqui é original!”

Se for um charuto que você conheça muito bem, ótimo. Se está experimentando pela primeira vez, isso pode não ser verdade. Como sabemos, certas falsificações mais “elaboradas” utilizam charutos caribenhos, desses vendidos sem anilha, “batizados” como cubanos. São até bons charutos em alguns casos, mas não o que prometem ser.


“Sempre comprei aqui, conheço a tabacaria!”

Lembrem-se da figura do atravessador. Ele é, na maioria das vezes, o maior desonesto da jogada. Se o responsável pelas compras da tabacaria não for um bom conhecedor de charutos e atento, pode acabar com mercadoria duvidosa no estoque.





Alguns cuidados importantes:


  • Desconfiar sempre de edições limitadas e regionais: São produtos de produção bem restrita, difíceis de achar por vezes até em Cuba. Será racional que uma tabacaria qualquer no interior do Brasil tenha, de repente, 4 caixas de uma edição limitada de 4 anos atrás? Pior ainda se for edição regional, daquelas que são destinadas a um país específico.


Lembrem-se de que o falsificador busca lucro. Um erro frequente deles é venderem tudo em caixas com 25, mesmo aquelas que foram distribuídas em embalagens de 10 ou 15.

Se encontrar pela frente um Trinidad salomón em linda jarra de porcelana laqueada, fuja!! É falso, nunca existiu.



ALGUNS EXEMPLOS



Um dos charutos mais falsificados do momento. À esquerda, a caixa fake. Observem o tamanho e quantidade equivocada dos desenhos quadrados. O selo "Gran Reserva" não existe no original, que vem embalado em feltro dentro de outra caixa externa.






Erro nos detalhes. A caixa à esquerda (falsa) tem desproporção no tamanho das letras e falta a inscrição referente à fabrica onde foram produzidos os charutos em Cuba.









Aqui o falsificador tentou superar-se pela criatividade. Jamais existiu uma embalagem de Cohiba com tampa de vidro. Essa aí virou até item de coleção para alguns aficionados.
















Petaca falsa à direita. Reparem a posição errada do selo da Habanos S.A. e do selo de Cuba, ambos invertidos em relação ao padrão cubano.











Adoram falsificar Cohiba Pirámides, não sei por que. Essa edição aconteceu em 2001(cx 25), 2003 (combo seleção) 2006 (cx10). Portanto, na imagem nº 1 e 4 são autênticas; 2 e 3, falsas. Não entendo por que não falsificam ao menos os anos que existem. Pra que inventar?










Imagens da revista Cigar Aficionado (www.cigaraficionado.com). Optei por não utilizar imagens de meu arquivo pessoal para não correr o risco de gerar qualquer constrangimento com algum estabelecimento. Cada um que faça seu próprio juízo.





domingo, 4 de setembro de 2011

Novas charutos 2011 da Habanos S.A.


Promete-se que devam estar chegando ao mercado internacional algumas das novas edições lançadas esse ano pela Habanos S.A. Escrevo no condicional porque, como sabemos, para a Habanos o prazo é o menos importante. Tenho um amigo soteropolitano que foi passar as férias de inverno em Cuba, esperando já trazer na mala as edições limitadas e o sonhado (por mim) Montecristo Gran Reserva, e retornou decepcionado por não ter encontrado nada
disso em Havana. Prometiam para o final de agosto...
De qualquer forma, estão chegando o Partagas Série E nº 2, no formato Duke (54X140), em caixas de 25 e também de 5 unidades. Sem dúvida, um formato excelente para fumar, que oferece grande potencial de evolução.
Outro lançamento é a edição limitada do Hoyo de Monterrey, o Short Piramide. Com tamanho 46X135, (um pouco maior que o Montecristo Open Regata) vem apenas em caixas com 10 unidades cada.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tabacaria Davidoff Moema - absoluta!

Pense em um lugar elegante, amplo e confortável onde se possa relaxar e curtir um bom charuto. Acrescente a isso uma equipe extremamente atenciosa e simpática. E ainda algo importantíssimo: um grande acervo de charutos de qualidade. Essa é a loja da Davidoff, em Moema.


O charme começa pela sua localização. Moema é, para mim, um dos bairros mais agradáveis de São Paulo, e a rua Normandia abriga uma pequena vila com inúmeras lojas de muito bom gosto. É a ala VIP do bairro.


O interior da loja consegue ser elegante sem perder a descontração. Nada que lembre esses "enlatados" que existem nos shoppings, sem personalidade alguma. Aliás, tabacaria de shopping é sempre igual, só muda o nome. Na Davidoff você está em um ambiente único, com personalidade marcante.


A equipe Davidoff só faz enaltecer as qualidades do local. Conhecem charutos sem querer ostentar esse conhecimento, e são extremamente simpáticos sem jamais causarem qualquer inconveniência. Isso é um ponto muito importante. Muitos estabelecimentos comerciais, principalmente no setor de serviços, pecam nesse quesito em duas situações: ao optarem pelo tratamento extremamente formal, que nos faz sentir como em uma audiência pública, ou ao tentarem ser tão informais que acabam excedendo o limite da intimidade e beirando à intromissão.


Na Davidoff posso assegurar que o cliente se sente muito à vontade, bem recebido, e recebe um tratamento descontraído com muita naturalidade e elegância.


Para mim é a tabacaria cujo ambiente mais se aproxima do "clima" de uma Casa del Habano autêntica, isto é, daquelas em Havana.


Evidentemente, a relação do cliente com o estabelecimento se constrói com o tempo. Toda tabacaria tem seus clientes "especiais". Até aí nenhum problema. Mas e se você não for um habitué do lugar, precisa ser tratado de forma displicente, com má vontade? Ou vai ter que freqüentar por 6 meses até receber um atendimento decente? Claro que não. Mas isso acontece em muito lugar por aí...

O bom atendimento é fazer com que qualquer cliente se sinta especial (mesmo não sendo) e confortável. Mais um ponto nota 10 para a Davidoff.


O estoque de charutos é bem grande. Evidentemente, o carro-chefe são os charutos dominicanos da bandeira Davidoff, que inclui ainda Zino, Avo, Griffins, etc, mas vendem também cubanos e nacionais em muita variedade. O umidor walk-in é amplo e impecável na conservação dos charutos.


A Davidoff é um modelo a ser seguido por quem pretende montar uma tabacaria ou para os atuais proprietários de tabacaria que não sabem por que razão seus clientes estão desaparecendo. Façam uma visita como cliente e aprendam como se faz!


E a nós, clientes, cabe apreciar essa maravilhosa tabacaria!


Um brinde à Davidoff!!