quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cohiba Behike escolhido o charuto do ano 2010

A conceituada revista Cigar Aficionado divulgou hoje a lista dos 25 melhores charutos avaliados pela publicação no ano de 2010. No topo da lista, o já previsto Cohiba Behike, no calibre 52.
Esses charutos, lançados no Festival do Habano, conseguiu um feito raro até então: ser aclamado pela crítica e ao mesmo tempo um grande sucesso comercial.
O Cohiba Behike original, de 2006, foi algo inacessível à maioria dos aficionados, já que foram lançados apenas 4000 unidades, a um preço de cerca de US$ 400,00 cada. Uma produção bem menor do que os 150.000 de 2010.
Os Behike têm no miolo uma folha de tabaco medio tiempo, que são um tipo de folha que cresce no topo de algumas plantas de tabaco (não em todas) e recebem iluminação solar direta. O resultado é um blend muito característico, equilibrado tanto com charutos jovens ou (prometem) com exemplares envelhecidos nos umidores.

domingo, 19 de dezembro de 2010

La Gloria Cubana Inmensos

A Habanos S.A. está lançando para venda na rede La Casa del Habano uma nova vitola, os Inmensos de La Gloria Cubana.
É uma das marcas cubanas mais antigas e apreciadas nos círculos de aficionados, ainda que pouco conhecida do grande público em função de sua produção bem limitada.
Ainda que tenha sido estabelecida em 1885, a produção foi completamente interrompida no início da revolução, somente sendo retomada em 1967, na fábrica da Partagás. São charutos de construção impecável e de fortaleza média, com destaque para a série Medaille d'Or. Eu destacaria entre esses o nº 2 (Lonsdale), como um dos mais apreciados nesse formato.
Os Inmensos são fabricados no formato Sublimes (54X164mm) e vêm em bonitas caixas de 10 unidades. Ao todo, serão distribuídas apenas 5 mil caixas dessa preciosidade. Há quem diga que os fãs da marca terão mais surpresas para o XIII Festival del Habano, em fevereiro. Estamos aguardando.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dica de viagem - charutos em Londres

Muitos já estão se programando para as férias que se aproximam. E uma preocupação frequente entre os charuteiros é onde poder comprar e degustar seus puros durante a viagem. Aliás, nos Estados Unidos, face às crescentes restrições ao tabaco, isso é uma preocupação de fato.
Por sorte, na Inglaterra as coisas ainda são mais fáceis, e quem estiver pensando em visitar a terra da Rainha tem um ponto de parada obrigatório: a Sautter of Mount Street. Fica em Mayfair, em frente ao clássico hotel Connaught.
O lugar é antológico por ter sido um dos primeiros de Londres com umidor tipo "walk-in", já que, até o fim dos anos 50, ainda era forte a tradição britânica de maturar e reduzir a umidade dos charutos antes de fumá-los.
Mas o mais interessante da Sautter, para mim, não é isso. É que a loja é especializada em charutos envelhecidos, edições limitadas e tudo o que é artigo raro no universo dos habanos.
Para citar alguns exemplos das verdadeiras jóias que se podem encontrar por lá, estão na loja desde o clássico Partagas 8-9-8, envelhecido de 1995 , o cobiçado Montecristo nº 4 RESERVA, e itens ainda mais raros como os Henry Clay petit coronas da era pré-Castro, entre muitas outras coisas.
Sem dúvida, dentre as várias tabacarias londrinas, é uma das que merecem a visita.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DAS TAÇAS

POR FERNANDO KWITKO - Especialista em vinhos e colaborador do site Amigos do Habano




Com freqüência escuto de algumas pessoas que no passado só existiam duas taças de vinho: as de tinto e as de branco. Escuto ainda que atualmente, diante da variedade de taças, as pessoas às vezes encontram dificuldade em saber qual taça serve para qual vinho, e mesmo em saber se existe necessidade de tamanha diversidade para uma mesma bebida.

É mesmo verdade que a diversidade de taças é recente. Foi o austríaco George Riedel quem deu início à produção de diversas taças, em diversos formatos e tamanhos.

A criação de taças diferentes é recente, porque é recente o conhecimento a respeito das peculiaridades específicas de cada vinho, e da conseqüente necessidade dos provadores terem à disposição uma taça que lhes proporcione retirar o máximo de cada vinho que experimentam.

Mas afinal, qual taça, para qual vinho?

De uma forma geral, pode-se dizer que os vinhos tintos necessitam de taças maiores e mais fundas do que os vinhos brancos, pela maior necessidade de contato com o ar, para a liberação de aromas. E também porque os vinhos brancos são bebidos em temperaturas menores – logo, quanto menor a taça, maior a conservação da temperatura.

Dentre as taças de tintos, as chamadas taças de “Bordeaux” são bojudas e fundas, com as bordas mais estreitas. Isso serve para possibilitar que uma boa quantidade do vinho servido tenha contato com o ar, e para encaminhar os aromas diretamente à ponta do nariz.

Já as taças de “Borgonha” costumam ser menos fundas e mais abertas. E isso serve para que os vinhos tenham um contato ainda maior com o ar – para que haja ainda maior quantidade de trocas gasosas e liberação da diversidade de aromas típicos dos vinhos da Borgonha, à base de Pinot Noir.

As taças de vinho branco são menores, pois para esses vinhos não há tanta necessidade de trocas gasosas, mas existe um preocupação maior com a manutenção da temperatura.

As melhores taças para espumantes são as altas e estreitas (chamadas “flüte” ou flauta). E isso não apenas para a manutenção da temperatura, mas também para evitar maior dissipação do gás (as borbulhas).

Existe ainda um outro tipo de taça chamada ISO, que é a taça padrão utilizada nos concursos e degustações. Trata-se de uma taça “intermediária”, ou seja, que serve para todos os vinhos. O problema é que essas taças, ao servirem para todos os vinhos, na verdade não servem a nenhum em particular. Logo, não servem para realçar as peculiaridades de cada vinho.

Ainda muito importante em relação às taças é que sejam de cristal, e não de vidro. E principalmente, que sejam totalmente transparentes, sem cor ou desenho. A análise visual – tanto quanto a olfativa e a gustativa – é de extrema relevância para uma boa degustação.

Para além disso, é só beber e aproveitar!



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Umidor comemorativo - 40 anos TRINIDAD



A Habanos S.A. está lançando uma verdadeira obra de arte para comemorar os 40 anos de uma de suas melhores marcas, Trinidad. Batizada em homenagem à cidade cubana de Santisima Trinidad (patrimônio da humanidade pela UNESCO), a marca surgiu em 1969, sendo utilizada unicamente como presentes diplomáticos pelas autoridades cubanas. Apenas em 1998 passou a ser comercializada. Ainda assim, com apenas 5 bitolas e uma produção mais
restrita, o que faz de seus charutos artigos diferenciados e de altíssima qualidade.
E o umidor certamente mantém essa estirpe. Fabricado em cedro com detalhes em outras madeiras nobres, vem com 40 charutos no formato cañonazo (52X150), uma bitola muito apreciada pelos conoisseurs. O acabamento é impecável, com destaque para o logotipo da marca esculpido sobre a tampa.
Sem dúvida, uma jóia que será muito disputada, já que foram produzidas apenas 400 unidades.
Sorte de quem conseguir um!


sábado, 27 de novembro de 2010

Don Diego Fuerte - by Omar Ortez

A marca Don Diego, pertencente à Altadis S.A., tem tradição e boa reputação como fabricante de charutos de alta qualidade blend característico, suave na linha clássica, e de suave para médio no Aniversario.
Sua nova linha, Don Diego Fuerte, pretende ganhar mais adeptos entre aqueles que apreciam charutos com mais corpo. Os Fuertes são manufaturados na Nicarágua pelo renomado produtor Omar Ortez (que também possui sua própria marca junto à Altadis).
O charuto possui no miolo um blend de tabacos dominicanos e nicaraguenses, envolvido por capote da própria Nicarágua. A capa, de origem equatoriana,é uma variação local do piloto cubano. Sem dúvida, um blend com muito mais "peso"do que de seus irmãos dominicanos.
Os formatos disponíveis são os clássicos: Churchill, torpedo, toro, robusto e corona.
Realmente, essa série abre novos caminhos em termos de sabor e aroma para a marca Don Diego.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Umidor para automóvel Cohiba/Ferrari

Duas marcas lendárias, cada uma delas um símbolo de qualidade e sofisticação em seu segmento, uniram-se para produzir um belo umidor portátil para uso no automóvel.
Trata-se do umidor Cohiba-Ferrari, que vem de série em alguns modelos da fábrica de Maranello, mas pode ser utilizado em qualquer veículo, sem dificuldade para instalação.
E o melhor é que o modelo já vem recheado com 12 exemplares do Cohiba Siglo VI (cañonazo), um dos melhores charutos da marca cubana.