terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nova vitola de Romeo y Julieta


A marca Romeo y Julieta lançou no mercado uma nova vitola, chamada simplesmente de Julieta.
Criada como uma homenagem ao público feminino, que é tão presente no universo do habano. Aliás, com muito destaque nas fábricas de tabaco, onde chegam a ser predominantes em relação aos homens.
Os Julieta são aromáticos e de ótima queima, e uma vitola de calibre pequeno e tamanho médio (33X120). Com essas
características, têm tudo para ser uma ótima experiência de degustação.
A petaca em que são vendidas também chama a atenção. Construída em alumínio, e mantendo as cores e o logo tradicional da marca, porém com bordas arredondadas e um desenho moderno, é bonita e também muito prática para transportar.
Além da petaca, também a anilha recebeu um desenho especial para essa edição.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Davidoff Maduro

A linha Davidoff por muito tempo esteve distante dos tabacos "maduro". Em função da exposição solar durante cultivo e do tipo de fermentação, é um tabaco que pode variar muito em sabor, indo de aromas mais intensos até o adocicado.
Foi somente em 2008 que a grife lançou o primeiro charuto com esse maravilhoso tabaco, o Davidoff Maduro R (robusto). Depois vieram o Robusto C (corona) e, no final do ano passado, a linha ganhou o formato Toro (150X48).
O miolo é predominente de olor dominicano envolto por capote de San Vicente e finalizado por capa proveniente da Nicarágua. A linha Davidoff Maduro é bem equilibrada, mas pode-se perceber claramente um retrogosto de cedro e café muito agradáveis.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

COPA Airlines patrocina o XIII Festival do Habano

Para os que pretendem comparecer ao festival do Habano, em fevereiro, mas deixaram para a última hora, uma boa notícia.

A companhia aérea Copa Airlines, transportadora oficial do XIII Festival do Habano, oferece a todos os participantes que fizerem reservas nas lojas da empresa um desconto especial na tarifa para os 45 destinos das Américas.

Para garantir o desconto, o passageiro deve apresentar a confirmação de inscrição no festival.

Apressem-se, pois como a Copa costuma ter boas tarifas para os EUA, normalmente o trecho SP-Panamá é o mais difícil para confirmar.



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cohiba Behike escolhido o charuto do ano 2010

A conceituada revista Cigar Aficionado divulgou hoje a lista dos 25 melhores charutos avaliados pela publicação no ano de 2010. No topo da lista, o já previsto Cohiba Behike, no calibre 52.
Esses charutos, lançados no Festival do Habano, conseguiu um feito raro até então: ser aclamado pela crítica e ao mesmo tempo um grande sucesso comercial.
O Cohiba Behike original, de 2006, foi algo inacessível à maioria dos aficionados, já que foram lançados apenas 4000 unidades, a um preço de cerca de US$ 400,00 cada. Uma produção bem menor do que os 150.000 de 2010.
Os Behike têm no miolo uma folha de tabaco medio tiempo, que são um tipo de folha que cresce no topo de algumas plantas de tabaco (não em todas) e recebem iluminação solar direta. O resultado é um blend muito característico, equilibrado tanto com charutos jovens ou (prometem) com exemplares envelhecidos nos umidores.

domingo, 19 de dezembro de 2010

La Gloria Cubana Inmensos

A Habanos S.A. está lançando para venda na rede La Casa del Habano uma nova vitola, os Inmensos de La Gloria Cubana.
É uma das marcas cubanas mais antigas e apreciadas nos círculos de aficionados, ainda que pouco conhecida do grande público em função de sua produção bem limitada.
Ainda que tenha sido estabelecida em 1885, a produção foi completamente interrompida no início da revolução, somente sendo retomada em 1967, na fábrica da Partagás. São charutos de construção impecável e de fortaleza média, com destaque para a série Medaille d'Or. Eu destacaria entre esses o nº 2 (Lonsdale), como um dos mais apreciados nesse formato.
Os Inmensos são fabricados no formato Sublimes (54X164mm) e vêm em bonitas caixas de 10 unidades. Ao todo, serão distribuídas apenas 5 mil caixas dessa preciosidade. Há quem diga que os fãs da marca terão mais surpresas para o XIII Festival del Habano, em fevereiro. Estamos aguardando.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dica de viagem - charutos em Londres

Muitos já estão se programando para as férias que se aproximam. E uma preocupação frequente entre os charuteiros é onde poder comprar e degustar seus puros durante a viagem. Aliás, nos Estados Unidos, face às crescentes restrições ao tabaco, isso é uma preocupação de fato.
Por sorte, na Inglaterra as coisas ainda são mais fáceis, e quem estiver pensando em visitar a terra da Rainha tem um ponto de parada obrigatório: a Sautter of Mount Street. Fica em Mayfair, em frente ao clássico hotel Connaught.
O lugar é antológico por ter sido um dos primeiros de Londres com umidor tipo "walk-in", já que, até o fim dos anos 50, ainda era forte a tradição britânica de maturar e reduzir a umidade dos charutos antes de fumá-los.
Mas o mais interessante da Sautter, para mim, não é isso. É que a loja é especializada em charutos envelhecidos, edições limitadas e tudo o que é artigo raro no universo dos habanos.
Para citar alguns exemplos das verdadeiras jóias que se podem encontrar por lá, estão na loja desde o clássico Partagas 8-9-8, envelhecido de 1995 , o cobiçado Montecristo nº 4 RESERVA, e itens ainda mais raros como os Henry Clay petit coronas da era pré-Castro, entre muitas outras coisas.
Sem dúvida, dentre as várias tabacarias londrinas, é uma das que merecem a visita.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DAS TAÇAS

POR FERNANDO KWITKO - Especialista em vinhos e colaborador do site Amigos do Habano




Com freqüência escuto de algumas pessoas que no passado só existiam duas taças de vinho: as de tinto e as de branco. Escuto ainda que atualmente, diante da variedade de taças, as pessoas às vezes encontram dificuldade em saber qual taça serve para qual vinho, e mesmo em saber se existe necessidade de tamanha diversidade para uma mesma bebida.

É mesmo verdade que a diversidade de taças é recente. Foi o austríaco George Riedel quem deu início à produção de diversas taças, em diversos formatos e tamanhos.

A criação de taças diferentes é recente, porque é recente o conhecimento a respeito das peculiaridades específicas de cada vinho, e da conseqüente necessidade dos provadores terem à disposição uma taça que lhes proporcione retirar o máximo de cada vinho que experimentam.

Mas afinal, qual taça, para qual vinho?

De uma forma geral, pode-se dizer que os vinhos tintos necessitam de taças maiores e mais fundas do que os vinhos brancos, pela maior necessidade de contato com o ar, para a liberação de aromas. E também porque os vinhos brancos são bebidos em temperaturas menores – logo, quanto menor a taça, maior a conservação da temperatura.

Dentre as taças de tintos, as chamadas taças de “Bordeaux” são bojudas e fundas, com as bordas mais estreitas. Isso serve para possibilitar que uma boa quantidade do vinho servido tenha contato com o ar, e para encaminhar os aromas diretamente à ponta do nariz.

Já as taças de “Borgonha” costumam ser menos fundas e mais abertas. E isso serve para que os vinhos tenham um contato ainda maior com o ar – para que haja ainda maior quantidade de trocas gasosas e liberação da diversidade de aromas típicos dos vinhos da Borgonha, à base de Pinot Noir.

As taças de vinho branco são menores, pois para esses vinhos não há tanta necessidade de trocas gasosas, mas existe um preocupação maior com a manutenção da temperatura.

As melhores taças para espumantes são as altas e estreitas (chamadas “flüte” ou flauta). E isso não apenas para a manutenção da temperatura, mas também para evitar maior dissipação do gás (as borbulhas).

Existe ainda um outro tipo de taça chamada ISO, que é a taça padrão utilizada nos concursos e degustações. Trata-se de uma taça “intermediária”, ou seja, que serve para todos os vinhos. O problema é que essas taças, ao servirem para todos os vinhos, na verdade não servem a nenhum em particular. Logo, não servem para realçar as peculiaridades de cada vinho.

Ainda muito importante em relação às taças é que sejam de cristal, e não de vidro. E principalmente, que sejam totalmente transparentes, sem cor ou desenho. A análise visual – tanto quanto a olfativa e a gustativa – é de extrema relevância para uma boa degustação.

Para além disso, é só beber e aproveitar!